Um milhão de espécies com risco de extinção

O XII Saber Jurídico Cambury teve a presença de perito criminal que alertou os alunos da Escola de Direito sobre a importância do bem-estar animal e da legislação relacionada à fauna. No mesmo dia da palestra foi apresentado por toda imprensa um relatório, que afirma que nunca na história da Humanidade a natureza esteve em tamanho perigo.

Por Amanda Costa

O relatório de 1.800 páginas foi elaborado pelas Nações Unidas, assinado por representantes de mais de 130 países e é considerado o mais abrangente já divulgado sobre o tema. O documento afirma que as causas diretas da perda de espécies, em ordem de importância, são: o encolhimento do habitat e das mudanças no uso da terra; caça por alimentos ou comércio ilícito de partes do corpo de animais; as mudanças climáticas e a poluição.

Segundo o perito criminal Antônio Testa, a extinção desses animais pode gerar dois problemas. O primeiro é perder toda essa fauna e é óbvio, que seria uma perda inestimável. “Mas, existe também o problema ecológico – como se fosse retirar uma peça no jogo de xadrez. Isso é um problema! Ou muda as peças do jogo ou o jogo acaba. Esses animais que estão sendo extintos irão gerar problemas sérios. Temos que ver também esses animais como um ser que sente dor, que sente angústia e nos preocuparmos com esses dados alarmantes sobre a extinção”, explica.

Histórico

Pelo menos 680 espécies com coluna vertebral já foram extintas desde 1960 e o relatório aponta que desapareceram 559 raças domesticadas de mamíferos usados para alimentação. Além disso, mais de 40% das espécies de anfíbios do mundo, mais de um terço dos mamíferos marinhos e cerca de um terço dos tubarões e peixes estão ameaçados de extinção.

No Brasil, segundo o perito criminal a legislação é até muito boa, o problema é que ela precisa ser mais aplicada. “Ir ao foco do problema. Muitas vezes ele é negligenciado, pois faltam profissionais que entendam melhor da área. Como ainda profissionais que se dediquem a área de animais silvestres. Por não ser muito bem remunerada há falta de profissionais especializados”, explica.

Futuro?

Infelizmente, o documento das Nações Unidas destaca ainda que a qualidade de vida vai se degradar ainda mais entre os mais pobres. E, nas regiões onde vivem populações autóctones, que são muito dependentes da natureza.

Para Antônio Testa exercer o direito é dá a outras pessoas a oportunidade de uma vida saudável. Os profissionais da área jurídica precisam se conscientizarem. São eles os entendedores da legislação,  por isso precisam coibir essa extinção dos animais. Caso contrário será o fim: “é praticamente um jogo perdido”, finaliza o perito criminal.

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