Saiba mais sobre indústria 4.0

Prof. Edelmo Rabêlo

Vivemos em um momento de transição entre a terceira e a quarta Revolução Industrial. Se buscarmos na história, veremos que a evolução no processo produtivo nas indústrias foi ocorrendo cada vez mais rápido. A primeira revolução industrial iniciada na Inglaterra em (1750 – 1850), mudou drasticamente da produção manual para a produção mecanizada. A segunda revolução industrial iniciou-se na metade do século XIX entre (1850-1870) e terminou durante a segunda guerra mundial (1939 – 1945), envolvendo uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, do petróleo e aço. A terceira revolução industrial, também chamada de revolução informacional, começou em meados do século XX, após a segunda guerra mundial e abrange o período que vai de 1950 até a atualidade, período em que a eletrônica aparece como verdadeira modernização da indústria.

A informatização hoje está por toda parte. Estamos na era dos aplicativos, da (IoT) internet das coisas, big data e inteligência artificial, os quais integram, interagem e facilitam o dia a dia das pessoas e das empresas nas mais diversas funcionalidades.

Nas indústrias da era digital isso também não está sendo diferente. A sobrevivência de uma empresa no mercado depende de diversos fatores, tais como: entender e atender as necessidades dos clientes, desenvolver uma ótima gestão, conhecer profundamente o mercado e suas mutações, mas principalmente, dispor das melhores ferramentas para produzir mais com menos e com maior agilidade.

E o que é a indústria 4.0?

O termo indústria 4.0 se originou a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia. O termo foi usado pela primeira vez na Feira de Hannover em 2011. Em outubro de 2012 o grupo responsável pelo projeto, ministrado por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH) e Kagermann (acatech), apresentou um relatório de recomendações para o governo Alemão, a fim de planejar sua implantação. Então, em abril de 2013 foi publicado na mesma feira um trabalho final sobre o desenvolvimento da indústria 4.0. Seu fundamento básico implica que conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor, que podem controlar os módulos da produção de forma autônoma.

É um conceito que engloba automação e tecnologia da informação. Além disso, tem as principais inovações tecnológicas, para proporcionar maior agilidade e assertividade nos processos, bem como dar maior agilidade nas tomadas de decisões por parte dos gestores.

Já faz algum tempo que os operários são substituídos pelas máquinas. Observamos isso desde a primeira revolução industrial. Mesmo assim, a capacidade de automação dessas máquinas sem o comando humano é cada vez maior.

A Robótica, com sistemas avançados, faz com que equipamentos desempenhem funções complexas sem margem de erros. Algoritmos que fazem máquinas a processar e analisar dados em que o ser humano jamais conseguiria. Isso tudo sem levar em consideração o quanto minimiza riscos de acidentes de trabalho.

Podemos entender que a indústria 4.0 é a realidade na qual a tecnologia industrial está ficando mais eficiente e eficaz, através dos seguintes princípios:

  • Capacidade de operação em tempo real: aquisição e tratamento de dados de forma instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real.
  • Virtualização: a existência de uma cópia virtual das fábricas inteligentes. Permitindo a rastreabilidade e monitoramento remoto de todos os processos por meio dos inúmeros sensores espalhados por toda planta.
  • Descentralização: A tomada de decisões poderá ser feita pelo sistema cyber-físico de acordo com as necessidades da produção em tempo real. As máquinas não apenas receberão comandos, mas poderão fornecer informações sobre seu ciclo de trabalho. Os módulos da fabrica inteligente trabalharão de forma descentralizada a fim de aprimorar os processos de produção.
  • Orientação a serviços: Utilização de arquiteturas de software orientadas a serviços.
  • Modularidade: Produção de acordo com a demanda, acoplamento e desacoplamento de módulos na produção. O que oferece flexibilidade para alterar as tarefas das máquinas facilmente.

Diante de tudo isso, percebe-se que esse é um caminho sem volta. Os mercados cada vez mais competitivos forçam os investidores e gestores a buscarem soluções que tragam resultados satisfatórios. E as pessoas? As pessoas terão que se qualificar adaptar a este cenário e as novas tecnologias, pois, se observarmos a história das revoluções industriais, novas funções e postos de trabalhos certamente serão abertos, principalmente, nos segmentos relacionados a serviços.

Edelmo Rabêlo – É professor da Faculdade Cambury, nas áreas de Gestão e Marketing. Graduado em Administração com pós-graduação em Gestão Competitiva pela USP – Universidade de São Paulo. Teve a carreira desenvolvida em importantes empresas. Atualmente é sócio diretor da OLOS Consultoria Empresarial, Player de Negócios da Modulus One Brasil no estado de Goiás.

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