Psicólogo e chefe da Escola de Psicologia da Faculdade Cambury, Julio Cesar Alves, fala sobre o Janeiro Branco no mês de conscientização e cuidados com a saúde mental

A campanha Janeiro Branco foi Idealizada pelo psicólogo Leonardo Abrahão há seis anos. O projeto convida as pessoas a refletirem sobre suas vidas, a qualidade dos relacionamentos e incentiva o debate sobre o tema em todos os espaços durante o mês.

Nos últimos anos ouvimos falar bastante sobre qualidade de vida, saúde, alimentação e hábitos saudáveis, cuidados com o corpo, etc. Isto tudo é muito importante e, com certeza devemos estar atentos, mas não podemos nos esquecer de cuidar da saúde mental.

O primeiro mês do ano é marcado pela campanha Janeiro Branco. Para o Psicólogo e chefe da Escola de Psicologia da Faculdade Cambury, Julio Cesar Alves, cuidar da saúde mental é um fator de proteção constante. “Falar sobre esse assunto no início do ano é importante pelo fato de que nesta época, sempre estamos estabelecendo novos projetos, novas posições, fazendo revisão de pontos importantes de nossa vida e principalmente tentando estabelecer novas metas para que sejam alcançadas ao longo do ano”, comenta  Julio Cesar ao acrescentar ainda sobre a importância da conscientização. “Isso permite que a sociedade como um todo volte-se para esta questão e se empenhe em estar bem, prevenindo assim pontos de adoecimento, já que temos vivido em dias com altos índices de estresse, ansiedade  e adoecimento no trabalho”, conclui.

Por ser um mês pós-festas, reuniões em família, momento de refletir sobre a vida e fazer os planos para o novo ano que se inicia, muitas pessoas deprimem por não saber lidar com as frustações dos planos que não deram certo no ano anterior, ou pela a pressão de mudança para o ano novo, como é o caso da costureira Milena de Sousa, de 25 anos, mãe de dois filhos que começou o ano com estresse e depressão. “No início do ano sempre foi pra um mês  difícil, começa algo frustrante na minha vida, já recomecei por várias vezes  e todas as vezes foram frustradas, sinto algo que  não consigo entender e nem explicar. Eu sempre comprava agenda e escrevia  minhas metas, mas hoje não sinto vontade nada, quero apenas  viver um dia de cada  vez, sem expectativa em nada, sinto uma frustração terrível, um medo, uma angústia, um choro incontrolável e um nó no estômago”, comenta Milena Sousa.

Chefe da Escola de Psicologia- prof. Dr. Julio Cesar Alves

Para o professor de psicologia na Faculdade Cambury, Julio Cesar Alves, precisamos pensar que sentir é parte inerente ao ser humano e, entristecer-se é um processo que todo ser humano passa ao longo de sua história. “O momento de encontro com familiares que ocorre geralmente ao fim de cada ano, pode ser um fator de predisposição, mas não pode ser considerado o único, neste sentido precisamos olhar para o ambiente que este indivíduo está inserido ao longo de sua vida, suas relações e como este lida com os conflitos que lhes são advindos”.

Mesmo sendo o país da América Latina com o maior índice de depressão, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença ainda é vista como um tema desconfortável principalmente pelos mais jovens, que sabem pouco sobre a depressão e sente vergonha de abordar o assunto.

De acordo com a OMS, a depressão já é o transtorno mental mais frequente no mundo, com mais de 300 milhões casos. Além disso, os brasileiros são os mais ansiosos, calcula-se 9,3% da população sofra de ansiedade. Juntas, as doenças mentais representam a maior causa de problemas de saúde e invalidez no mundo, afastando milhões de pessoas do trabalho e do convívio social sadio.

Falar sobre o tema é o primeiro passo para quebrar preconceitos e mostrar a importância de cuidar da saúde mental o mais cedo possível. “Minha orientação é para que as pessoas cuidem melhor de si mesmas, que procurem realizar atividades que lhes são prazerosas, e procurem ajuda profissional, pois o psicólogo é um profissional habilitado para lidar com estas situações, e principalmente habilitado para diferenciar tristezas desencadeadas por situações de um quadro depressivo”, orienta Julio Cesar.

Zelar tanto pela saúde mental quanto pela saúde emocional é necessário para que as pessoas possam ter pleno bem-estar físico e mental. Afinal, hoje em dia, a carga está cada vez mais alta; pressão por carreira, estudos, profissão, convívio social, problemas familiares, entre outros, afetam constantemente. Aproveite o mês de Janeiro para cuidar da saúde mental e ter um ano produtivo.

 

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