Prof. Dr. Júlio Cesar Alves, chefe da Escola de Psicologia da Faculdade Cambury, recebe menção honrosa do Doutor John Moore, um dos maiores pesquisadores dos Estados Unidos

Prof. Dr. Julio Cesar Alves, chefe da Escola de Psicologia da Faculdade Cambury, recebe menção honrosa do Doutor John Moore, um dos maiores pesquisadores dos Estados Unidos

A palestra do Dr. Julio Cesar Alves sobre “análise e avaliação funcional de comportamentos diagnosticados como esquizofrênicos”, durante a participação no XVIII Encontro Brasileiro de Psicologia e Medicina Comportamental, de 14 a 18 de Agosto, no Centro de Convecções em Goiânia, chamou atenção do pesquisador que rendeu elogios ao palestrante.

Ao assistir a apresentação, John Moore, PHD na Universidade de Califórnia e pesquisador de análise do comportamento, reforçou os procedimentos usados na tese e ofereceu sugestões para novos estudos. O pesquisador surpreendeu com o estudo apresentado e lamentou o fato dos psicólogos no Brasil não usarem a metodologia de análise funcional para melhorar a qualidade de seus trabalhos.

Da esquerda para a direita: Profa. Dr. Lorena Fleury, Prof. Dr.Julio Cesar Alves, Prof. Dr. John Moore, Acadêmicas de Psicologia Dyowanna Maia e Luzia Assis.

A Tese

No estudo, o Prof. Dr. Julio Cesar procurou compreender o efeito das falas das pessoas com diagnóstico de esquizofrenia sobre elas mesmas. Compreendendo isso por meio do processo de avaliação e análise funcional, ou seja, entender em função de que elas emitem falas inapropriadas.

Para isso, ele analisou “respostas verbais bizarras”, que são as falas inapropriadas que levam o diagnóstico do esquizofrênico. Por exemplo, “essa dor que racha a minha cabeça não é minha, é da minha cunhada”.

Para essa finalidade, foi analisado o controle exercido pelos eventos antecedentes e consequentes sobre as respostas verbais das participantes, do sexo feminino, que se encontravam internadas em uma instituição de saúde mental, cujas idades variaram entre 48 a 63 anos. Para o estudo, foi utilizado o processo avaliação funcional por observação indireta, direta e a análise funcional (experimental).

A análise funcional envolveu a manipulação de eventos ambientais em quatro condições principais: atenção, controle, fuga de demanda e sozinho. A condição de atenção foi subdividida em três subcondições: Na experiência desaprovar, o pesquisador manteve a postura neutra, na inverter o pesquisador liberava a atenção social ao falar em sentido contrário,  e, na experiência encarar o pesquisador se calava e olhava fixamente para o rosto da participante e a encarava por até 5 segundos.

Para tratar as respostas verbais bizarras foi utilizado o DRA (Reforçamento Diferencial de Comportamentos Alternativos) e a discriminação verbal controlados pelo delineamento de tratamentos alternados seguido de acompanhamento.

Os resultados do estudo apontaram que as respostas ocorreram principalmente nas condições experimentais onde a atenção social é dada, ou retirada. Sendo que nas condições de demanda e controle, poucas foram às emissões destas respostas. Já na condição sozinho, a frequência foi zero. Ficou evidenciado ser a atenção social um potente reforçador para as respostas verbais bizarras.

Julio Cesar Alves – Pós doutorando em Psicologia. Doutor em Psicologia, com ênfase em Psicopatologia Clínica e Psicologia da Saúde pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia (PSSP) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com área de concentração em Psicologia Social, do trabalho e das organizações. Especialista em Psicopatologia: subsídios para atuação clínica, também pela PUC Goiás. Graduado em Psicologia (Bacharelado, e formação de Psicólogo) pela Universidade Paulista. Editor de livros cadastrados pela Agência Brasileira do ISBN – Fundação Biblioteca Nacional. Psicólogo Clínico e Professor de Cursos de Graduação e Pós-Graduação, com experiência na área de gestão educacional (coordenador de cursos de graduação).

 

 

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