Nova Escola de Gastronomia da Faculdade Cambury

Por Amanda Costa

A Faculdade Cambury inaugura sua Nova Escola de Gastronomia, amanhã, dia 10 de maio, às 20h30. Jornalistas, empresários e grandes Chef’s irão conferir de perto as melhorias que a instituição traz para a sociedade goiana. 

No Brasil, o ensino superior de Gastronomia começou em 1999. Neste período, chef’s franceses precisaram vir para o país para suprir a demanda da docência. A Faculdade Cambury foi a primeira instituição de Goiás a ofertar o curso. Em 2004, começou com o curso superior tecnólogo e depois cursos de pós-graduação. Uma das propostas da “Nova Gastronomia” é ofertar para a sociedade também cursos técnicos de curta duração. São eles: cozinha básica; formação de chef’s; bebidas, drinks e enologia; panificação e confeitaria. O objetivo é oportunizar mais conhecimento especializado e assim garantir a expansão do setor, por muito mais anos.

O diretor de ensino da Faculdade Cambury, Valdir Inácio diz que a instituição contribuiu para as mudanças no setor gastronômico de Goiás.  “Acho que a importância maior foi essa profissionalização do mercado, porque quando começou foi percebido que até para ter professor com formação era difícil. Os educadores tinham somente notórios saberes. Técnicas adquiridas no convívio da cozinha com a mãe, avó, entre outros”, explica.

“A gastronomia vai seguir na minha vida até o meu último dia de vida, porque ela move os meus dias. Ela move tudo o que eu faço!”, disse emocionada a aluna do MBA Gastronomia e Negócios em Alimentação, Jaqueline Candie.

Mercado

Comer fora de casa já é um hábito corriqueiro do goiano. Nem sempre foi assim, inclusive no Brasil. A expansão dos negócios gastronômicos começou a partir de 1970. No início, a mão de obra era escassa e quem acabou indo para o mercado de trabalho precisou aperfeiçoar técnicas dentro da própria cozinha. Pioneiros; foram rompendo e à medida que passaram a estudar vislumbraram muitas oportunidades, como a docência e a criação de novas empresas para o ramo.

Hoje falar em gastronomia é sinal de poderio. Empresários sabem que para construir negócios de alto impacto e duradouro no setor é necessário enxergar mais longe. Empreender nesse ramo exige domínio da cozinha ou contar com profissionais que dominem bem. E isso vai muito além do óbvio. Dominar uma cozinha não é simplesmente saber fazer um prato ou outro, mas gerenciá-la por inteiro, desde a compra de matéria-prima até a higienização do espaço.

Segundo o SEBRAE, micro e pequenas empresas do ramo da alimentação, representam 51% do total de empreendedores brasileiros. Para satisfazer os clientes, esses empresários já compreendem que não basta ter somente uma boa estrutura física. O atendimento de excelência, pratos apetitosos estão no rol das principais exigências. Profissionais habilitados, competentes e criativos são os que garantirão a satisfação plena desse público.

Sobre o estado de Goiás, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Fernando de Oliveira Jorge  entende que o setor gastronômico apresenta um crescimento orgânico. “Com o objetivo de se posicionar ou reposicionar os negócios, os restaurantes investem em oferecer uma experiência personalizada aos clientes; seja através de um cardápio exclusivo ou pela excelência em qualidade no atendimento. Deste modo, faz-se necessário a contratação de uma mão de obra qualificada e especializada”, complementa.

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