No dia mundial da saúde mental, 10 de Outubro, saiba a importância de ter acompanhamento psicológico na infância

Na semana da criança a neuropsicóloga e professora de psicologia da Faculdade Cambury, Jéssika Hellena Candine Grazziotin, alerta os pais sobre os cuidados com a saúde mental dos pequenos, nos dias atuais.

É na fase da infância e da adolescência que o caráter está em processo de formação e ele impactará diretamente nas qualidades do adulto que ele se formará. Ou seja, é aí que entra o papel da Psicologia para o acompanhamento do desenvolvimento dessa criança é fundamental para que ela se torne uma pessoa de bem.  Nesse momento, é necessário projetar todas essas questões para futuro.

Para a neuropsicóloga e professora de psicologia da Faculdade Cambury, Jéssika Hellena Candine Grazziotin, a psicoterapia infantil é o cuidado e a atenção com a saúde mental da criança. “É um espaço para acolhimento das angústias, medos, inseguranças e um momento de intervenções com os pais. Esse cuidado na infância é de grande importância para que os conflitos não tomem proporções maiores. Cuidar da saúde mental das crianças é também exercer a função de prevenção da saúde mental do adolescente, tornando um adulto mais consciente de seus sentimentos” comenta a professora.

Ser criança é mergulhar em um mundo de descobertas, de transformações e contato direto com o desconhecido. Para cada fase da vida há um cuidado específico, e esse cuidado se intensifica quando falamos sobre a infância.

Profa. de psicologia da Faculdade Cambury, Jéssika Hellena Candine Grazziotin.

De acordo com a professora, os pais dos dias atuais estão sobrecarregando a infância das crianças com muitas informações e cobranças. “Percebo que atualmente, as crianças têm sido cada vez mais exigidas em função de desenvolver um “potencial” melhor que as outras crianças, para que, na ideia distorcida dos pais, tenha um futuro melhor”. Explica Jéssika Hellena, ao acrescentar ainda sobre o uso da tecnologia, “elas são estimuladas a saber dominar a tecnologia, falar outras línguas, praticar esportes, tirarem sempre notas altas na escola, serem boazinhas e obedientes, enfim, serem “eficientes” naquilo que fazem. Estando sempre ocupadas com atividades que precisam cumprir (nem sempre tendo tempo para brincar, jogar, chorar, brigar – que fazem parte do desenvolvimento), não conseguem ser o que são: crianças. Isso causa sobrecarga e pode acarretar prejuízos na saúde mental e física da criança”, conclui a psicóloga.

Criança tem depressão?

Depressão é uma doença grave. Se não for tratada adequadamente, interfere no dia a dia das pessoas e compromete a qualidade de vida. Na criança, mais frequente que a tristeza é a irritabilidade, mau humor e a anedonia, que é a falta de prazer com as atividades habituais, como brincar, sair com os amigos, jogar videogame, ver TV e outros. Alguns estudos relatam que as crianças deprimidas são tímidas, fogem da companhia dos demais, não jogam, não têm confiança em si mesmas, o que pode levá-las inclusive ao suicídio.

“A depressão infantil é caracterizada pela presença de sinais e sintomas, podendo se apresentar de forma disfarçada: baixo desempenho escolar, pouca capacidade para se divertir, sonolência ou insônia, mudança no padrão alimentar, fadiga excessiva, queixas físicas, irritabilidade, sentimento de culpa, se sente desvalorizado, ideação e atos suicida, choro entre outros. O psicólogo, o médico, pais e professores estarão envolvidos nesse processo. Deve-se lembrar que a criança nunca vai dizer que está deprimida. Vamos observar essa depressão de forma mais clara através dos desenhos e de testes. Portanto a avaliação psicológica é fundamental como forma complementar e de auxílio do diagnóstico,” explica Jéssika Hellena.

 

PSICOLOGIA É NA CAMBURY!