No dia mundial da prevenção ao suicídio, 10 de Setembro, o prof. Dr Julio Cesar Alves, chefe da Escola de Psicologia da Faculdade Cambury, fala sobre a importância de estar atento aos sinais do paciente

Suicídio é particularmente uma maneira terrível de se morrer: o sofrimento que conduz a essa decisão é normalmente prolongado, intenso e irreparável.

Não existe nenhuma morfina equivalente para aliviar a dor aguda, e a morte normalmente é violenta e terrível. O sofrimento do suicida é privado e inexpressivo, faz com que os membros da família, amigos e colegas lidem com um tipo de sentimento quase incompreensível de perda, assim como de culpa. Pois o suicídio resulta num nível de confusão e devastação que vai, na maior parte, além da descrição dos fatos (Jamison, 1999, p.24).

A Organização de Saúde Mental aponta três fatores em particular que se revelam como características do estado psíquico de pacientes suicidas

  1. Ambivalência – A maioria das pessoas tem sentimentos confusos sobre cometer suicídio. O desejo de viver e o desejo de morrer surgem como uma batalha no indivíduo suicida. Existe uma urgência de se libertar da dor de viver e uma corrente contra manifesta o desejo de viver. Muitas pessoas suicidas não querem morrer na realidade – apenas estão descontentes com a vida. Se o suporte é oferecido e o desejo de viver é ampliado, o risco suicida é reduzido.
  2. Impulsividade – O suicídio é também um ato impulsivo. Como qualquer outro impulso, o de cometer suicídio é temporário e dura alguns minutos ou horas. É normalmente despertado por eventos negativos do dia-a-dia. Detalhar o motivo da crise e solicitar que a pessoa com comportamento ou ideação suicida  disponibilize um tempo para ajudá-lo pode ajudar a reduzir o desejo suicida.
  3. Rigidez – Quando as pessoas são suicidas, seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam – se enrijecidos. Eles constantemente pensam sobre suicídio e não conseguem perceber outras maneiras para sair do problema. Eles pensam drasticamente.

Neste sentido, num processo terapêutico o terapeuta deve estar atento aos sinais sutis, senão ele pode ser acusado de negligência ou má prática. Também, para evitar tais acusações, é importante que o psicoterapeuta documente todas as sessões e situações, como contatos telefônicos, sessões extras com o cliente, além de incluir no contrato terapêutico que o sigilo será quebrado em casos de risco de vida do cliente ou de outra pessoa, sempre lembrando que o terapeuta ligará para alguém da família somente nesses casos e com o consentimento do cliente. Necessitando assim que sejam fortalecidas as redes de apoio social, que podem ser fatores de proteção para este indivíduo. Dessa forma, é necessário despertar para a importância de viver a cada segundo naqueles que procuram apoio psicológico.

Julio Cesar Alves- chefe da Escola de Psicologia da Faculdade Cambury

Julio Cesar Alves– Pós Doutorando em Psicologia. Doutor em Psicologia, com ênfase em Psicopatologia Clínica e Psicologia da Saúde pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia (PSSP) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com área de concentração em Psicologia Social, do trabalho e das organizações. Especialista em Psicopatologia: subsídios para atuação clínica, também pela PUC Goiás. Graduado em Psicologia (Bacharelado, e formação de Psicólogo) pela Universidade Paulista. Editor de livros cadastrados pela Agência Brasileira do ISBN – Fundação Biblioteca Nacional. Psicólogo Clínico e Professor de Cursos de Graduação e Pós-Graduação, com experiência na área de gestão educacional.

 

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