Hamilton Carneiro conversa sobre criação artística

Um dos maiores expoentes da cultura goiana participou de um bate-papo com os alunos do 10º período do curso de Direito. A palestra sobre propriedade intelectual e criações artísticas aconteceu hoje, (04/05), às 8h30 na sala 409 da Faculdade Cambury.

Por Amanda Costa

“Sempre é muito gratificante esse contato com os alunos, especialmente, porque me renova e me revitaliza. Não estou aqui passando ensinamentos. Estou aqui aprendendo”, afirma Hamilton Carneiro. O palestrante é uma das personalidades mais queridas do estado de Goiás. Ele iniciou sua trajetória na televisão no ano de 1966 como cinegrafista. Trabalhou em quase todas as funções existentes na televisão até se tornar apresentador. A fama veio por meio do programa “Frutos da Terra”, que estreou no dia 7 de julho de 1983.

O bate-papo com os alunos de Direito foi focado em criações artísticas. Hamilton Carneiro falou sobre a experiência dele em três vertentes: compositor, escritor literário e publicitário.

“O anunciante te contrata pra criar de forma muito rápida e muitas vezes você faz na pressão. Já o caso dessa vertente da composição, você se inspira. Busca elementos pra incorporar a sua letra, a sua música. A criação literária aí sim é uma criação bem responsável. Você tem formas contemporâneas ou formas populares. É muito aberta essa questão de criação”, explica.

História

O programa “Frutos da Terra” tem mais de 30 anos. Foi por meio dele que o Hamilton descobriu e conheceu grandes nomes da música sertaneja de raiz. Grandes nomes desse estilo musical já foram entrevistados pelo apresentador como: Almir Sater, Renato Teixeira e Sérgio Reis.

“O programa tem essa frequência de música regional. A música sertaneja que apresentamos é uma música de raiz. E, o que essa música pode contribuir no futuro e também no presente? Ela vai contribuir para os estudiosos da sociologia, da antropologia, da psicologia porque ela vai falar dos nossos hábitos e da nossa história rural”, contextualiza.

Há 50 anos éramos 40% da zona rural – esse processo de êxodo devido à mineração foi muito rápido e acabou mudando os costumes do goiano. Mas, a música regional continua registrando tudo isso. “A música sertaneja é um documento!”

Fotos: Rafael Rodrigues

DIREITO

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