ECONOMIA CRIATIVA e as oportunidades Você sabe o que é?

Nos últimos anos temos ouvido muito sobre o termo ECONOMIA CRIATIVA que corre todo o Brasil em conversas de políticos, civis e demais profissionais que se visualizam dentro dos setores que compreendem essa cadeia. Mas afinal de contas você sabe o que é, para que serve e para onde vai?

Vamos lá! Para John Howkins – autor e pesquisador inglês da Economia Criativa o termo é definido como “atividades nas quais a criatividade e o capital intelectual são a matéria-prima para a criação, produção e distribuição de bens e serviços”. Ou seja, uma forma de transformar a criatividade em resultados econômicos e sociais, porém mais que isso, de pensar as relações em comunidade. Falando de empreendedorismo criativo, podemos também entender que trata-se de um novo olhar estabelecido sobre oito principais pilares: arquitetura, design, artes, moda, cinema, audiovisual, literatura e artes cênicas.

O Brasil é considerado um dos maiores mercados para a economia criativa entre os países emergentes. Os dados mais recentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontam que, em 2015, o setor movimentou R$ 155 bilhões no país, ou 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB). Cerca de 850 mil profissionais trabalham na área, segundo o banco. Para os próximos anos, a estimativa é de crescimento acima da média mundial até 2021, de 4,6%, enquanto a expectativa para o mundo é de 4,2%, segundo estudo da consultoria PwC.

A representação da UNESCO no Brasil, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Itaú Cultural, realizou o lançamento da versão em português do Relatório Mundial 2018 – Repensar as Políticas Culturais: Criatividade para o Desenvolvimento, em evento realizado na cidade de São Paulo. Dados do Relatório mostram que a economia criativa formada por diversos setores da indústria cultural, gera receita de US$ 2,25 bilhões, exportações globais de mais de US$ 250 bilhões e 30 milhões de empregos, em todo o mundo. Se aprofundarmos nos setores que estão debaixo do guarda chuva da Economia Criativa, entendemos “os porquês”. Mas quero especialmente falar sobre a MODA que, é um dos importantes setores não somente da Economia Criativa, mas também na economia brasileira e do Estado de Goiás.

A moda e a indústria da confecção estão em constante evolução, e é uma indústria com mais de 200 anos de história no Brasil, que conforme a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) poderá ter seu faturamento em 2018 no valor de R$ 152 bilhões, com crescimento para a produção de vestuário em relação a 2017 em 2,5%. O setor é ainda considerado o 2º maior empregador da indústria de transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas (juntos), com 1.479 milhão de empregados diretos e 8 milhões de indiretos e efeito renda, dos quais 75% são de mão de obra feminina. Ainda, a moda brasileira está entre as 5 maiores semanas de moda do mundo. Referência mundial em design de moda para beachwear, jeanswear, homewear e com grande crescimento para os segmentos de fitness e underwear. (ABIT, 2017).

O Estado de Goiás não fica para trás, por isso a importância do treinamento e da qualificação do setor produtivo e empreendedor, e ainda o envolvimento dos poderes públicos em nível municipal e estadual, bem como setor privado, entidades de classe e afins. Ocupamos (sim sou goiano) o 3º posicionamento como maior produtor de algodão do país (ABRAPA, 2016) e a 6ª posição no ranking nacional dos maiores produtores de vestuário, produzindo cerca de 50 milhões de peças mensais e atraindo compradores de todo o Brasil. Também somos o 2º maior produtor de jeans do país. (IEMI, 2016). Temos reconhecidamente grandes polos industriais de confecção como as cidades de Catalão, Pontalina e Taquaral (underwear e homewear), Inhumas (cama, mesa e banho), Jaraguá (jeanswear), e outros. Ainda, as cidades de Goianira (calçados) e Aparecida de Goiânia (cosméticos) fortalecem o cenário goiano para os setores de couros e calçados, cosmetologia e perfumaria.

Goiânia é a décima segunda maior região metropolitana mais populosa do Brasil com uma população estimada em 1.466.105 de habitantes (IBGE, 2017). Cidade onde se localiza a “Região da 44” que é o 2º maior polo confeccionista do Brasil, movimentando em torno de R$ 570 milhões|mês em vendas, recebendo média de 350 ônibus de compradores de todo o país mensalmente, com acréscimo nos períodos de alta temporada para o setor. (AER 44). Nosso varejo somente cresce! A prova disto é que temos recebido investidores do país inteiro e até mesmo de marcas internacionalmente conhecidas como Louis Vuitton, Dolce Gabanna e Fendi. Em Goiânia, a região 44 tem atraído novos empreendimentos, como o recém inaugurado Mega Moda Park que até o final de 2021 terá novas 800 lojas, estacionamento para 80 ônibus e 1000 carros.

A rede de Óticas Carol prevê nos próximos anos abrir dez novas unidades na capital. As novas lojas serão inauguradas em shoppings e ruas da cidade. Em 2018 a capital goiana ganhou loja da rede Natura, que já possui sete novas unidades sendo duas em grandes shoppings como Flamboyant Shopping Center e Goiânia Shopping.
Para a Euromonitor International, até 2023, há tendência de crescimento no consumo de artigos de alto valor no país com incremento de 13,3% para produtos de luxo e de 21,3% somente para os itens pessoais, como roupas, sapatos e bolsas. Ainda, para a Partner Corporate, existe uma grande expectativa de retomada do crescimento econômico para 2019. “Para 2019, apostamos num crescimento de 4%”, prevê.

Toda essa discussão se finaliza num único discurso: precisamos estar prontos para as oportunidades! Quer saber mais sobre o assunto? Participem de eventos e palestras gratuitas. Dica no link abaixo: www.sympla.com.br/talk-show-design-moda-e-economia-criativa-em-goias__456324
Estejamos prontos para o futuro que já bate à porta. Como dizia o autor: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. (Peter Drucker).

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Leandro Pires – Consultor em Projetos|Negócios de Moda – Graduado em Gestão de Empresas pela Faculdade Ávila de Ciências Humanas e Exatas- Formação Executiva em Design Estratégico – Fashion Designer, pelo Instituto Europeo Di Design. Empreendedor da LP Consultoria e Assessoria. Empresa especialista em projetos para moda e cultura, criação, planejamento e realização de eventos e gestão em negócios de moda.

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