Adolescentes precisam ser escutados

Com a perspectiva de uma escuta qualificada nasce o projeto: “Escola, Saúde Mental e Adolescência: Relatos de Experiência”.  Ele foi escrito pela aluna do curso de Psicologia Juliana Santo com a supervisão da professora Carolina Martins e selecionado para o IV Congresso de Psicologia do Cerrado (Conpcer). A apresentação do projeto vai ser amanhã, (04/12) às 9h30.

No Brasil, o suicídio é o 4º maior índice de mortes entre homens e mulheres de 15 a 29 anos. Esse triste dado norteou uma ação de extensão dos alunos do 5º período do curso de Psicologia da Faculdade Cambury no mês de setembro. Esse que é estabelecido no calendário o mês de combate ao suicídio, no nosso país.

Na oportunidade; dinâmicas e escutas qualificadas foram feitas com estudantes e professores do Colégio Estadual Assis Chateaubriand. Essa unidade escolar de Goiânia foi escolhida por apresentar demanda de ideação de suicídio.

Segundo a aluna Juliana Santo foi a partir dessa ação no mês de setembro, que ficou nítida a necessidade desses adolescentes serem ouvidos. Todos eles são alunos do ensino fundamental, onde há uso de drogas, tentativas de suicídio e automutilação. Essa é uma realidade de muitas outras escolas públicas!

“A minha expectativa para a apresentação desse projeto amanhã é referente ao olhar das pessoas frente à ideia da escuta qualificada. Eles verem que isso é possível, mesmo estando no 5º período. Afinal, não é preciso esperar o 10º período para trabalhar a escuta. É possível ir preparando a nossa escuta e isso é fundamental, pois aí iremos sair para o mercado de trabalho muito mais preparados”, explica.

Técnica: escuta qualificada

A técnica da escuta qualificada mostra que a resposta está com a própria pessoa. É necessário permitir ao próprio indivíduo que ele encontre as respostas. Essa é uma forma de prepará-lo para a vida.

“Eu dei o primeiro passo com o apoio da professora Carolina. A ideia é continuar com esse projeto nos próximos anos para atender outros alunos”, disse empolgada Juliana Santo.

“Escola, Saúde Mental e Adolescência: Relatos de Experiência” destaca que ouvir os adolescentes já é uma grande ajuda. Em situações conflitantes nessa fase da vida, o silencio é melhor que a resposta pronta. Um olhar pode se mostrar tão efetivo quanto à solução do problema.

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