A área da Estética vibra com regulamentação profissional

Por Amanda Costa 

Alunos do curso de Estética e Cosmética da Faculdade Cambury comemoram lei sancionada pelo Governo Federal

A lei 13.643/2018 publicada essa semana, no Diário Oficial da União regulamenta a profissão do esteticista com nível superior e o técnico em estética. A expectativa dos profissionais é que um conselho para a área seja criado o quanto antes. Pois, só assim será elaborado o texto regulamentário sobre a fiscalização do exercício da profissão e as adequações necessárias ao cumprimento dessa lei. Essas regras não se estenderão às atividades em estética médica.

“Essa lei publicada dia 4 de abril veio para fortalecer e dar credibilidade a nossa profissão. Creio que ela abrirá novos horizontes e melhores perspectivas para nós esteticistas”, afirmou a profissional Lucélia Vieira, que acabou de fazer a Pós-graduação em Estética e Negócios, na Faculdade Cambury.

“A fiscalização e a identificação desse profissional qualificado será muito vantajoso para nós. Pois hoje o que mais tem é gente fazendo procedimentos estéticos, em fundo de quintal”, afirmou o profissional Cláudio Mendes.

A aluna do 5º período de Estética e Cosmética, Débora da Silva já trabalhava antes do curso. Disse que no início não gostava muito, mas depois foi se apaixonando. Sobre a falta de regulamentação, “ficava apreensiva, pois a gente pensa no mercado de trabalho e o que ia acontecer com a profissão. Agora estamos bem mais confiantes”, explica.

Mesmo com a insegurança da não regulamentação, a enfermeira Rednay Francisca de Sousa entrou no curso também. Está no 1º período e disse que agora é só comemorar. “Essa lei é fundamental, pois estética hoje não é só beleza. É saúde e bem-estar” diz sorridente.

Mercado

O que é visto atualmente no mercado é uma mistura da parte estética, que é focada na pele com a parte de imagem pessoal. Mas, afinal o que é estética? Facial e corporal. O que é imagem pessoal? Corte de cabelo, maquiagem e embelezamento. Muitos trabalham com imagem pessoal e falam que é estética e muitas vezes não é.

O risco pela não regulamentação ocorre, porque a área da estética atua na saúde. Ela trabalha com aparelhos e até chega a fazer uma alteração de pele e de couro cabeludo, caso seja necessário.

“A área da estética hoje é muito ampla, pois ela é multidisciplinar. Então, você pode ter profissional que trabalha com a estética e com o invasivo, mas a esteticista pode? Então, os alunos do curso de Estética e Cosmética não sabiam nem o que poderiam fazer. Você não tem um documento dizendo o que não pode ou dizendo você pode ir até aqui”, explica a coordenadora do curso Talita Ramos.

Com essas mudanças na área da estética, a sociedade será a mais favorecida. Afinal, ela terá mais segurança e profissionais mais conscientes e competentes nos procedimentos para a manutenção da beleza e do bem-estar.

Esteticista

A profissão de esteticista, com nível superior, compreenderá as atividades de esteticista e cosmetólogo. O requisito é o curso de nível superior no país em Estética e Cosmética, ou equivalente, ou o diploma de graduação no exterior revalidado no Brasil.

As atividades do esteticista são as seguintes: responsabilidade técnica pelos centros de estética; direção, coordenação, supervisão e ensino de cursos na área; auditoria, consultoria e assessoria sobre cosméticos e equipamentos; elaboração de informes, pareceres técnico-científicos, estudos, trabalhos e pesquisas mercadológicas ou experimentais; elaboração do programa de atendimento ao cliente; e observância da prescrição médica apresentada pelo cliente ou solicitação posterior de exame médico ou fisioterápico para avaliar a situação.

 

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