02 de Setembro dia do Repórter Fotográfico

No dia do Repórter Fotográfico, 02 de Setembro, a opinião de Murilo Berardo Bueno, chefe da Escola de Fotografia da Faculdade Cambury, sobre o fazer fotografia nos dias atuais. 

Murilo Berardo Bueno- chefe da Escola de Fotografia da Faculdade Cambury

O Repórter fotográfico, é o profissional que consegue com muita agilidade, registrar os principais acontecimentos, através de imagens capturadas no exato momento do acontecimento. O que identifica o repórter fotográfico é sua atitude em relação à fotografia, que é o resultado final do seu trabalho. A imagem certa para que a informação, o interesse e o entretenimento seduzam o leitor.

A profissão do repórter fotográfico: do surgimento da fotografia ao contexto atual

A fotografia, desde os seus primórdios, com a primeira imagem fixada por Nicéphore Niépce, passando pelo daguerreotipo e os diferentes processos surgidos ao longo da história, tem como foco principal a questão do olhar de quem observa o mundo e faz a sua própria leitura por meio do recorte visual proporcionado pela objetiva.

Dessa forma, o dia do repórter fotográfico possui como ponto de reflexão o próprio fazer fotográfico e as projeções em relação à profissão na contemporaneidade. Desde o seu surgimento até o contexto atual. Fotografar continua sendo um ato poético, artístico, político e econômico, o que muda é que, com a multiplicidade de imagens, todos, independentemente do suporte ou plataforma escolhida, têm a oportunidade de construir e divulgar experiências distintas: seu cotidiano, o almoço diário, suas viagens e principalmente algo singular na atualidade, a representação do eu.

Nessa profusão de autorretratos tecnológicos intitulados de selfie, os assuntos e objetos de registro ganham contorno sem anular a função do repórter fotográfico. Independente de vivermos em um contexto em que os indivíduos se acham habilitados a exercer a prática fotográfica, sempre há espaço para algo a mais. Para o profissional da fotografia, o trabalho é esteticamente pensado em detalhes que exigem do fotógrafo perícia técnica, sensibilidade artística, referências e experiência em reconstruir momentos que transformam  meros registros em narrativas que emocionam, provocam a reflexão, despertam desejo e curiosidade.

Levando em conta esse momento onde a imagem, sobretudo a fotográfica, é preponderante, devemos saudar e homenagear os detentores de grandes olhares ao longo da história, aqueles que conseguem mostrar em suas representações, potencial artístico e discursivo, capaz de criar tendências, criticar o sistema, interromper guerras, provocar emoções, enfatizar o sublime presente nas práticas diárias e nas relações interpessoais, mestres responsáveis, sobretudo, por perpetuar o fazer fotográfico.

Serviço: Artigo de opinião

Murilo Berardo Bueno, chefe da Escola de Fotografia da Faculdade Cambury

FOTOGRAFIA É NA CAMBURY!